sábado, 11 de junho de 2022

O novo dono da tua siririca

Eu nunca mais vou amar novamente

disso eu tenho certeza absoluta,

pois você entrou na minha mente

quando tu me fodeu igual uma puta.

Eu fiquei apaixonado,

de quatro, dominado

com aquele jeito que tu me fodia,

me montava, rebolava, abocanhava,

a boceta na minha cara tu esfregava.

A gente trepava noite e dia.


Às vezes a gente fazia amor,

outras vezes o amor distraia

de descobrir o fogo e o calor

que é transar com putaria.

Transamos no mar, na passarela

na cachoeira e na capela.

O amor foi tanto e tão lindo

que tu lia meu pensamento.

Eu nem gozava, tu já tava engolindo.

Nem vi o fim do sentimento.


Você escolheu se mudar

e me pegou desprevenido.

Eu disse: "amor sem sexo não dá".

E você: "o amor não será perdido.

O que temos é muito raro

e para mim está muito claro

que outro amor não encontrarei".

Entrei num namoro à distância

- descrente nele em última instância -

porque em você eu confiei.


Nosso amor foi uma ciranda

que por um ano perdurou.

Um sexo poético que anda

nas lembranças de um desamor,

pois um mês foi necessário

pra tu sentar num salafrário

e desconhecer da nossa história.

Me recebeu como um intruso,

fiquei na cama sem uso

de uma forma vexatória.


Eu fiz de um tudo

pra encontrar o nosso sexo.

Bati Salvador, bati o mundo!

Chega fiquei sem nexo.

Mas a verdade doída,

ingrata e sofrida,

é que minha pica 

não era mais tua querida.

Tua libido já tava transferida

pro novo dono da tua siririca.

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